O amor não dói I

O que é o amor afinal?

Como sabemos que amamos alguém de verdade?

Mas o que seria amar de verdade?

É preciso mesmo amar a si próprio e depois os outros?

Como saber se me amo?

Existe uma medida para o amor? Um termômetro ou fita métrica amorosa?

            Estas são só algumas das perguntas que me surgem quando o assunto é amor, mas confesso que até hoje já pensei em várias respostas e ainda não descobri qual é a correta, afinal nem sei dizer se existe certo ou errado no amor.

            - Já desacreditei do amor, aí me tornei mãe e descobri um amor tão profundo e intenso que não há como explicar, tão grande que chega a doer. Mas se faz doer então como pode ser bom, saudável?

- Tive um gatinho, quanta fofura, amor despretensioso e independente, anos de convívio harmonioso entre ronronares e arranhões, aí um dia esqueci a janela aberta e ele saiu para dar uma volta e nunca mais voltou. Onde foi que errei? Ele não me amava tanto assim. Triste.

            - Pensei nunca ter amado um homem até que um dia conheci um que fazia com que me sentisse tão plena e em paz que logo conclui que o amava de verdade, esse sim era meu amor. Então um dia perdi um homem que pensei por muito tempo amar, mas daí conclui que não era amor e quando percebi que realmente o perdia doeu fundo e achei que era amor.

            - Um cão, quanto amor incondicional e devoção, o único ser na face da Terra que sempre fica feliz em me ver, companheiro de todas as horas, lambeijos sem fim e nem um minuto de solidão (inclusive no banheiro), só alegria, passeios diários, mas o tempo passa muito rápido e ele se foi tão antes de mim. Que dor absurda, nunca mais vou devotar meu coração sabendo que tem tempo determinado. Dois meses depois adotei outro. É tão fofinho!
           
            Quase pirei!!!
            Chegou até a doer à cabeça... hehehe...

            Quem nunca passou por isso ao menos uma vez na vida... Parabéns!

            Há quem diga que um amor verdadeiro é eterno, insubstituível, que não deixa espaço para outro, que é impossível amar mais de uma pessoa ao mesmo. Mas se existem tantas formas de amar como pode ser somente uma a verdadeira? Se não podemos amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo então não amamos mais de um filho? Só é permitido amar o pai ou a mãe?

 “Não Fabi, o que não pode é amar duas pessoas diferentes em um relacionamento de casal!”

            Será mesmo? Afinal somos pessoas diferentes, atraídos por coisas diferentes. Isso não quer dizer que sou a favor da traição, amar duas pessoas diferentes ao mesmo tempo não é sinônimo de se relacionar com ambas ao mesmo tempo.

            A única coisa que sei com certeza é que o amor vai muito além de ser só um sentimento, envolvem muitas questões, emoções, afinidades, harmonia entre as diferenças, cumplicidade, respeito, comprometimento, enfim. Não inclui disputas, prepotência, arrogância, possessividade, desprezo, egoísmo, etc. Eu poderia escrever páginas e mais páginas daquilo que penso sobre o que é e o que não é o amor em minha opinião, mas prefiro seguir adiante e quem sabe um dia chegar a uma equânime definição.


2 comentários:

  1. Perfeito. Me faço as mesmas perguntas e as mesmas conjecturas. Mas ainda não sei se quero saber as respostas...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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Um pouco sobre mim

    Acima de tudo sou a mãe do Matheus com muito orgulho e amor, depois disso existem muitas outras coisas que faço e amo...