Viver ou não viver sozinho, eis a questão.

     Há muito venho percebendo que cada vez mais pessoas defendem a ideia de que ter consciência de que somos sozinhos e de que o melhor é viver assim mesmo é a única opção para ser feliz.

    Não concordo e nem discordo, como dizem os budistas o melhor é o caminho do meio. O equilíbrio.

    Nascemos sozinhos e morremos sozinhos, nem sempre, afinal nascem gêmeos, trigêmeos e até mais, pessoas morrem em desastres e acidentes coletivos, então este estado de solidão pode estar sendo confundido com solitude sim, pois permanecer só é uma opção completamente diferente da sensação de ser só.

 


  Percebo uma certa amargura em frases como "se quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo", adoro Renato Russo, mas não creio que ele tenha sido completamente feliz nessa frase. Devemos confiar primeiro em nós mesmos, depois em nossa fé inabalável e nas pessoas que estão constantemente ao nosso lado e que demonstram seu amor por nós, muitas vezes de uma forma um pouco desagradável devido as suas preocupações com nosso bem-estar, usemos como exemplo para isto os pais (ao menos a maioria) em relação aos seus filhos.

    Talvez hoje em dia as pessoas estejam ainda mais confusas. Não é porque você tem muitas responsabilidades e atribuições que ao solicitar ajuda ou apoio ninguém lhe estenderá a mão, não é porque você mora sozinho que ninguém sente a sua falta, não porque você não está num relacionamento que ninguém te ama.

    Porém a problemática não é ser ou não ser sozinho, mas sim o quanto isto lhe afeta de forma negativa ou não. Se você vive bem a sua solitude e é feliz com ela, ótimo. Agora se você se sente só e isso lhe causa alguma dor ou tristeza, então, é preciso buscar entender a razão de estar só e sentir-se só.

    Muitas vezes ficamos entristecidos e até magoados com pessoas que nos são muito caras e próximas por acharmos que elas não estão nem aí pra gente, só que muitas vezes a verdade é que nos isolamos e somos os verdadeiros responsáveis pelo distanciamento criado e que gera tanta tristeza.

    É preciso refletir sobre cada sentimento o qual nossa condição atual gera e também sobre quais sentimentos e ações nos trouxeram até ela, pois nem mesmo uma sequência de frustrações pode ser responsável pelo que sentimos já que temos o poder do livre pensar, agir e sentir em relação a nós mesmos.

    Se sozinho está complicado, lembre-se que de algum jeito sempre há onde encontrar ajuda.


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    Acima de tudo sou a mãe do Matheus com muito orgulho e amor, depois disso existem muitas outras coisas que faço e amo...